quinta-feira, 15 de junho de 2017

Que o Espírito nos inspire nada mais que o Amor

Quatro de Junho de 2017

Ontem fizemos o Crisma. Estamos prontos. Mesmo sem termos bem a certeza das implicações reais de viver uma vida guiada pelo Espírito Santo que ontem confirmámos. Estamos prontos. Depois de dez anos de caminho, chegámos ao final desta jornada de catequese e agora que atingimos a maioridade da fé cristã, sabemos que é hora de arregaçar as mangas e vamos mostrar-vos com estes balões, o que significou para nós receber o sacramento do Crisma.
(libertar o balão com hélio)
Receber o sacramento do Crisma, não é estarmos “despachados” da catequese e das festas e da missa. Não é termos idade para nos escaparmos o mais rápido e para longe possível, como este balão que poderia ter continuado a voar mas ficou ligado a nós com um laço. Receber o sacramento do Crisma é confirmar que os laços do Espírito Santo de Amor que recebemos no baptismo nos unem e são firmes. Ontem, confirmámos que o nosso lugar é aqui e que queremos ter um papel importante na evangelização do Amor.
(Brincar com o balão vazio)
Vêem este balão vazio e o quão difícil é mantê-lo no ar? Assim é a nossa vida vazia do Espírito Santo. Quando por desleixo ou porque nos deixamos abater pelas contrariedades da vida, deixamos de estar presentes e activos na nossa missão, afastamo-nos dos sacramentos de renovação de energia. E é tão, mas tão difícil mantermo-nos cheios de força quando provocamos, mesmo que involuntariamente, esse afastamento, assim como é difícil para as pessoas que nos acompanham, conseguirem manter-nos “em cima”. Precisamos de Ar, de estar cheios do poder do Espirito se quisermos manter-nos mais tempo no ar. O Pe João vai entregar-nos os balões que trouxemos no momento do ofertório e que são símbolo daquilo que queremos que a nossa vida seja sempre.
Queremos ser cheios de Amor, paz, fidelidade, misericórdia e perdão… Cheios de todos os dons do Espírito Santo porque sentimos que só assim somos capazes de ser verdadeiramente Teus. Sabemos que precisamos da ajuda para nunca cair, porque como simboliza este balão, sem a acção dos outros em nós, o mais certo é cairmos em caminhos de amargura. Fomos moldados para viver em comunhão e é por isso que apenas conseguimos ver o rosto dos outros e nunca o nosso próprio rosto. Não há pessoas sozinhas felizes. Ninguém se salva sozinho, porque é no Amor dos irmãos e aos irmãos que descobrimos o Teu amor.
Deus Espírito Santo, estamos aqui. Fica sempre connosco porque não conseguimos perspectivar um futuro feliz sem ti. Estamos aqui. Estamos prontos.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ensaio sobre a exclusividade

Isto é uma coisa parecida com um ensaio sobre a exclusividade ou, se for preferível, um ensaio sobre como querer tornar as coisas exclusivas cansa muito. Ou então, é um ensaio sobre o modo como não gostas das coisas que sabes e até preferes não ter sabido, para agora não estar para aí a doer.

Querer exclusividade é um desejo incontornável mas quase absurdo quando se gosta. Ou então é uma questão só minha, que gosto de particularizar as coisas e ter sempre o um cantinho especial para cada pessoa que se torna significativa. Um nome fofinho, uma música só nossa, um ritual que não é preciso praticar para saber que é sempre assim que se vai fazer. Um muro na Senhora do Castelo, marcação férias ao mesmo tempo, o telefone tocar e atender sem ver quem é, manter conversas só porque sim, passar muitos minutos deliciosos a ouvir desenhos animados do outro lado, fumar um cigarro nas tardes de quarta. Partilhar lanches de pão com marmelada.

Não sei em que momento difícil, porque só pode ter sido isso, porque para além de exclusividade eu também procuro justificações plausíveis para as coisas, aconteceu o momento mágico em que me torno uma pessoa comum, sem a identidade preciosa  que criei como uma espécie de refúgio que lembra a eternidade e que utilizo para te identificar e saber que és sempre tu. Eu gosto de tartarugas. E não consigo perceber nem me apetece pensar muito nisso, nesse momento em que voltei a ser uma pessoa comum. Outra não, ok? Isso não. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Quatro anos.

"i told you that sooner or later things would change. but do not let the suffering stop you, keep struggling till you find the security you need, the comfort you desire and the love you deserve." B.

Escrevi esta mensagem em 2013, junho. Lembro-me perfeitamente de onde veio a inspiração. E nunca me foi esquecer de onde veio tudo o que pedi. E agora, é outra vez tempo de mudar. Que haja tempo suficiente para ser sem sofrimento.

terça-feira, 23 de maio de 2017

sábado, 15 de abril de 2017

"Repousa hoje. Amanhã não há tempo nem espaço para só estar. Vai estar vento. Sim, é hora vento. Mas não esperes tempestades. Move te com a brisa suave. Revolução do Amor"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Quando tenho tempo

Quando tenho tempo venho divagar aqui. O sítio secreto, o lado escondido, o espaço entre os segundos que posso ocupar a divagar sobre nada e sobre tudo.

É Carnaval e está toda a gente em casa. Claro que eu não estou, se não não haveria espaço entre os segundos disponível para eu vir escrever sobre nada e sobre tudo.

Aqui é bastante habitável... vem cá ter, em vez de andares aí a passear.

sábado, 14 de janeiro de 2017

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... Ai, que isto está emperrado. Já estive para escrever uma mensagem imensa sobre o ano de 2016, mas já lá vai tão longe e já não me apetece voltar atrás. Foi um ano meio fantasma.. tipo arrepio que passa num segundo. Vá... 10 segundos. Está tudo bem, de qualquer forma.

Este ano? 2017? Não sei. Não há planos. Sem que não vou ficar desempregada, porque essa constância foi uma vitória de 2016. Não há peso nas costas, não há ansiedade de telefonemas. Vai haver casamentos... A Paulita, a Carlita.. Vai nascer a pequenina da Lae. E é bom ver os nossos amigos a dar passos importantes de concretização. Eu cá vou tentando acompanhar o ritmo. Não nesse sentido, claro. Estou aqui, presente, mas sem planos concretos de concretização que não sejam acordar e fazer de cada dia o melhor possível. Ainda ontem na catequese, foi esse o apelo. Não pode ser um tanto faz. O dom da vida é demasiado fantástico para se prender com decisões de "não me apetece".

A Magda tinha decidido que não pedia a licença sem vencimento e isso foi bom para ela. Mas entretando, talvez haja mudança de planos. E se for para ser, vou sentir falta dela, todos os dias.

Na verdade, eu nem preciso que as pessoas não estejam para sentir falta e saudades. E isso, é uma característica minha. Sempre.

A Iva continua em casa com o Salvador manjerico e o Francisco. E às vezes também tenho saudades de estar. Mas é bem. Os telefonemas dão para estar quase lá. Se eu gosto dos abraços da Iva, o sorriso rato do Francisco e encher de beijinhos o Salvador fazem-me apetecer querer estar.

E pronto, já não quero escrever mais.

"Being in my thoughts once in a while, it is probably the way you chose to save me".